O surto de ebola na República Democrática do Congo, declarado uma emergência internacional pela OMS há um mês, já supera 800 casos confirmados da cepa Bundibugyo. Ituri é a região mais atingida, com situação marcada por insegurança e atividade de mineração que complicam a resposta.
Autoridades afirmam que, apesar de mobilização, há déficit de pessoal para identificar casos, escutar contatos e montar alas de isolamento. Pesquisas indicam que, mesmo com treinamento de 1.200 agentes comunitários e 1.000 mobilizados para visitas, a cobertura de contatos permanece incompleta, especialmente em áreas urbanas.
Casos identificados não necessariamente recebem cuidados adequados, e muitos contatos não são rastreados. Relatos apontam fugas de pacientes internados e falhas no sistema de vigilância, que cobre poucas zonas de saúde e dispõe de insuficiência de ambulâncias. OMS destacou que cerca de um terço dos 241 alertas em Ituri não foram acompanhados até 14 de junho.
Desafios operacionais
Equipes de enterro seguro e descontaminação em Ituri contam com apenas cerca de 15% do efetivo necessário e 7% dos veículos disponíveis, segundo o CDC da África. O ministro da Saúde, Samuel-Roger Kamba, afirmou que o governo treinou 1.200 agentes comunitários e que 63% dos contatos estavam em acompanhamento, sinalizando avanços, mas sem garantir vitória sobre o surto.
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