Os senadores franceses que investigam como os mais ricos reduzem suas faturas fiscais alertaram sobre a crescente opacidade de seus ativos e pediram maior transparência. O objetivo é ampliar a responsabilização tributária dos grupos mais abastados.
O grupo de trabalho da Assembleia tenta entender como a riqueza é reportada hoje e quais lacunas permanecem no sistema. A linha de investigação aponta para dificuldades na obtenção de dados precisos sobre fortunas.
Segundo o relatório, as informações que o governo possui sobre fortunas tornaram-se menos exatas e menos abrangentes nos últimos 20 anos. A queda decorre da suspensão de algumas pesquisas e de mudanças promovidas por Emmanuel Macron, em 2017, nas declarações de riqueza.
Contexto e implicações
O documento indica que as alterações de 2017 reduziram a coleta de dados sobre grandes fortunas, o que, segundo os senadores, pode prejudicar a fiscalização. A necessidade de maior clareza levaria a regras mais detalhadas de declaração.
Especialistas ouvidos pelos senadores divergem sobre o impacto imediato, mas concordam que ampliar a obrigatoriedade de divulgação tende a aumentar a equidade fiscal. O tema permanece em debate no cenário político francês.
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