Donald Trump afirmou durante a cúpula do G7, em Evian-les-Bains, França, que manteve conversa com o líder sírio Ahmed al-Sharaa sobre o Hezbollah, grupo aliado ao Irã no Líbano. A declaração ocorreu um dia após críticas a Israel por civis mortos.
O presidente norte-americano respondeu afirmativamente quando perguntado se houve discussão com Sharaa sobre o combate ao Hezbollah, sinalizando a intenção de esclarecer o tema posteriormente. Não houve detalhes do conteúdo da conversa.
Trump criticou a atuação de Israel nos combates contra o Hezbollah, ao mesmo tempo em que elogiou Sharaa, que assumiu o poder na Síria em 2025 e busca abrir o país ao isolamento internacional. O tom do discurso manteve-se na linha de cautela regional.
Segundo Trump, o Líbano é visto por ele como uma guerra menor, enquanto a tensão com o Irã é a prioridade. O discurso ocorreu após ele ter dito que o Hezbollah reaparece constantemente no conflito regional.
A imprensa informou que, em março, os EUA incentivaram a Síria a considerar envio de forças para o leste do Líbano para desarmar o Hezbollah, mas Damasco relutou por temer entrar em uma guerra extensa. As autoridades sírias classificaram as especulações como infundadas.
Nos últimos dias, Trump manifestou insatisfação com Netanyahu por ataques israelenses em Beirute, argumentando que tais ações poderiam colocar em risco um acordo com o Irã. Ainda afirmou que Israel combate o Hezbollah há tempo demais.
Durante a fala, Trump sugeriu que Israel deixe a Síria cuidar do Hezbollah, alegando que Damasco poderia agir com maior eficácia na tarefa, mantendo o foco na redução do conflito na região.
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