Donald Trump afirmou nesta quarta-feira, 17 de junho, que a situação do Brasil está “um pouco difícil” e que o país é politicamente perigoso. A declaração foi feita durante a coletiva na cúpula do G7 em Evian, na França.
O presidente americano comentou ter passado bastante tempo com Lula da Silva, mas não abordou as novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil nem a classificação de organizações criminosas como terroristas. Em vez disso, ele citou os Bolsonaro ao mencionar prisões de adversários.
Trump disse ainda ter ouvido que alguém ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro estaria preso, atribuindo a informação a rumores sobre redes de apoio político. O comentário ocorreu enquanto o G7 observava tensão bilateral entre Brasil e EUA, com perspectivas de tarifas adicionais.
Contexto jurídico e posições políticas
Na véspera, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, relacionado a supostas tentativas de retaliação para frear o julgamento de seu pai. O ex-deputado cumpre pena em prisão domiciliar humanitária.
A análise de medidas contra o Brasil ocorre em meio ao debate sobre novas tarifas e a classificação de facções criminosas brasileiras. O governo norte-americano discute sanções eWashington mantém consultas públicas até 1º de julho, com audiência prevista para 6 de julho.
Medidas envolvendo PCC e CV
Em junho, a Casa Branca confirmou a designação das facções PCC e CV como terroristas internacionais. A decisão foi apresentada como parte de uma ofensiva americana contra organizações consideradas criminosas transnacionais, ampliando o atrito com autoridades brasileiras.
A nomeação dos grupos ocorreu após uma longa disputa entre os dois países e é vista como uma mudança significativa nas relações com o governo atual. O desdobramento ressalta o pulso diplomático em torno de políticas de segurança e cooperação econômica.
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