Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (17), durante a cúpula do G7 em Evian, França, que conversou com o presidente Lula e classificou o Brasil como um país politicamente difícil. A mensagem foi dada na coletiva de imprensa, respondendo a uma pergunta de uma jornalista da TV Globo. Segundo ele, o tema discutido incluiu a designação do PCC e do CV como grupos terroristas.
O ex-presidente americano também mencionou, de forma alegórica, que Bolsonaro Júnior teria sido preso, ao fazer referência a uma decisão do STF envolvendo Eduardo Bolsonaro. A fala sugere confusão entre Eduardo e Flávio Bolsonaro, este último concorrendo à presidência.
Trump ainda comparou sistemas eleitorais dos dois países, afirmando que as eleições brasileiras são duras e que, segundo ele, haveria fraudes. Não foram detalhados os conteúdos discutidos nem as evidências citadas.
Brasil
A abordagem de Trump gerou reação entre observadores, que destacam a mistura de assuntos internos com a pauta externa. A fala sobre designação de grupos e o tom crítico ao ambiente político brasileiro foram recebidos com cautela pela imprensa e por analistas.
A coletiva também abordou a relação entre Brasil e Estados Unidos no contexto de segurança regional. Não houve confirmação de mudanças formais de política externa, apenas menções ao tom do discurso do anfitrião da sessão.
Irã
Durante a mesma coletiva, Trump afirmou que o Irã já havia considerado usar arma nuclear assim que fosse possível. Segundo ele, o país eliminaria todo o Oriente Médio com esse tipo de armamento. Ele indicou que o acordo atual impediria o Irã de buscar ou obter armas nucleares.
O presidente norte-americano disse que o Irã tem agido de forma adequada nas últimas semanas e destacou que, segundo ele, o pacto em vigor representa o início de um tratado maior. A declaração ocorre em meio a críticas internacionais sobre o programa nuclear iraniano.
Fontes: cobertura da imprensa internacional sobre a cúpula do G7 e declarações marcadas na coletiva em Evian.
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