Donald Trump fez afirmações públicas que ampliaram a tensão com Benjamin Netanyahu, ao sugerir que a Síria, sob um novo regime sunita, poderia lidar com o Hezbollah no Líbano. A fala ocorreu nesta terça-feira, 16, em meio a encontros diplomáticos e narrativas de guerra no Oriente Médio.
Segundo Trump, Israel não precisaria demolir prédios para encontrar soluções contra o Hezbollah. Ele citou Ahmed al-Sharaa, atual presidente sírio, como alguém capaz de fazer o trabalho caso Israel falhe em agir sem grandes danos colaterais. As declarações reforçam ruídos entre os aliados.
A proposta de intervenção síria no Líbano foi apresentada como irreal por analistas, ainda que tenha mostrado o tom agressivo do discurso do presidente americano. A aproximação de Trump com o governo sírio contrasta com críticas recentes de Netanyahu e com o desgaste de relações entre os dois países.
A relação entre os dois líderes já vinha sob pressão por divergências sobre o Hezbollah e o Líbano. Enquanto Trump elevava o tom, Netanyahu mantinha posição mais reservada, sem ter garantias sobre termos de acordos ou alianças regionais.
A situação acompanha um cenário de tensões com o Irã. Fontes próximas indicam que o foco de Trump migrou para a reabertura do Estreito de Ormuz, com impactos diplomáticos para o equilíbrio regional e para a política interna de Israel.
Analistas destacam que o desempenho de Netanyahu nos últimos meses foi fortemente relacionado aos possíveis impactos de acordos com os EUA. O acordo com o Irã, ainda sem detalhes públicos, pode redefinir o papel de cada parte na região.
No contexto, o governo israelense tem enfrentado críticas internas e pressões de aliados, enquanto Washington busca alinhar estratégias para conter o desenvolvimento nuclear do Irã. O desdobramento atual revela uma relação que oscila entre cooperação e atrito.
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