Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinaram o Memorando de Islamabad na quarta-feira, 17, para encerrar décadas de conflito entre EUA e Irã. O acordo prevê um prazo de negociação de 60 dias para avançar em questões históricas, incluindo o programa nuclear iraniano.
O documento determina o fim dos combates e a liberação do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial, além da suspensão do bloqueio naval americano a portos iranianos. Ambos os países se comprometem a negociar um acordo definitivo dentro do período inicial, com possibilidade de extensão.
No âmbito nuclear, o Irã reafirma não buscar armas nucleares e concorda em discutir o descarte de urânio enriquecido sob supervisão da AIEA. O desafio é grande, pois o líder supremo iraniano proibiu o envio do material para fora do país, sinalizando negociações complexas pela frente.
Especialistas questionam a viabilidade de resolver uma disputa de décadas em 60 dias. Divergências sobre intenções nucleares e influência regional persistem desde os anos 1980, com histórico de sanções e desconfiança entre as partes.
O depoimento de analistas aponta que o memorando pode representar mais uma estratégia política de Trump do que uma solução técnica definitiva. Objetivos centrais de mudança de regime ou de destruição de capacidades militares não foram atingidos até o momento.
Em relação ao saldo da guerra, observadores divergem. A estratégia de pressão de Trump não alcançou mudanças radicais na soberania iraniana, enquanto o Irã sustenta pontos considerados essenciais à sua autonomia frente às potências ocidentais.
A reação de Israel ao movimento de paz é incerta. O governo israelense indicou não se sentir obrigado pelos termos do memorando, e o Irã demanda o fim de ataques ao Líbano, onde atua o Hezbollah. Novas tensões podem surgir com a continuidade das ações militares regionais.
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