A cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, deixou explícita a tensão entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro reuniu líderes para discussões de segurança e economia, mas atritos entre os dois países foram destacados nos dias seguintes.
No marco do evento, Lula não interagiu com Trump durante a foto oficial e não houve contato entre eles diante das câmeras. Um momento de aproximação ocorreu em um evento social à margem da cúpula, articulado pelo anfitrião Macron, porém sem registro fotográfico oficial.
A seguir, Trump afirmou, em coletiva na agenda paralela, que o Brasil caminha para um terreno político mais duro e até classificado como arriscado, citando debates sobre a classificação de facções criminosas e possíveis tarifas adicionais aos produtos brasileiros. O comentário elevou o tom das discussões entre Brasília e Washington.
Lula respondeu, em Genebra, afirmando que não compete aos EUA interferir nas eleições brasileiras e defendendo a soberania nacional. O presidente brasileiro reiterou que prefere tratar de acordos comerciais por meio de negociações entre autoridades técnicas, sem incitar desconfianças externas.
Em relação ao cenário interno, Lula também reiterou apoio ao sistema de urnas eletrônicas e criticou a postura de Washington nas tratativas comerciais, apontando que medidas adotadas pelo governo americano teriam sido desproporcionais. O presidente ressaltou que o Brasil negocia com seus parceiros sob bases firmes e legais.
O episódio evidencia o desgaste diplomático que se acentuou nos últimos meses, com divergências sobre políticas econômicas, estratégias de combate ao crime e o uso de instrumentos de pressão internacional. O desenrolar das conversas continua a depender de negociações entre as respectivas equipes.
Entre na conversa da comunidade