Estados Unidos e Irã assinaram nesta quarta-feira, 17, um acordo provisório para encerrar a guerra entre os dois países. O texto foi divulgado após negociações mediadas pelo Paquistão e envolve o fortalecimento de uma trégua, com promessas de medidas de redução de tensão.
O acordo prevê que o Irã dilua parte de seu urânio enriquecido e, em contrapartida, as sanções americanas sejam flexibilizadas. Com isso, o Irã ficaria mais próximo de retornar ao mercado global de petróleo. A assinatura ocorreu em Versalhes, durante evento com autoridades de ambos os lados.
O pacto entra em vigor imediatamente e estabelece um prazo de 60 dias para discutir o futuro do programa nuclear iraniano. O Paquistão informou ter atuado como mediador, com a assinatura ocorrendo também na presença de representantes de outras nações envolvidas.
Acordos de cooperação nuclear e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução do Irã também constam do texto, cuja íntegra ainda não foi divulgada oficialmente. Fontes oficiais mantêm o conteúdo sob sigilo, com informações preliminares vazadas à imprensa.
Acordos sobre o estreito de Ormuz são citados entre as medidas, com a livre passagem temporária sem pedágios por dois meses. O Irã poderá estabelecer taxas no futuro, conforme o andamento das negociações. O Irã reafirma não fabricar armas nucleares, segundo as informações disponíveis.
Trump sinalizou resistência a não cumprir compromissos, mas não houve confirmação formal de novas sanções no momento. Autoridades iranianas celebraram o gesto diplomático como avanço, embora mantenham cautela sobre o desdobramento dos termos.
Detalhes e desdobramentos do acordo
Em Teerã, o chefe de Estado assinou o documento com expressão séria, segundo a imprensa estatal. Mantenção da integridade territorial do Líbano também consta do texto, mesmo diante de divergências envolvendo Israel e o Hezbollah.
Contexto do conflito e impactos globais
O conflito, iniciado com ataques entre forças associadas aos Estados Unidos e ao Irã, resultou em milhares de mortes e elevou preços de energia. A disputa suscitou preocupações sobre crises alimentares em países em desenvolvimento e instabilidade regional.
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