Um centro médico de Rosário, a 300 km de Buenos Aires, teve o roubo de uma cápsula com césio-137 registrado na terça-feira (16). O material, usado para calibrar equipamentos de medicina nuclear, foi levado durante o funcionamento do instituto.
O césio-137 estava em gel, dentro de uma garrafa plástica transparente e protegido pela embalagem de segurança. A operação acionou o protocolo de emergência do centro médico, que colaborou com as autoridades. A coleta de informações foi iniciada.
A Autoridad Regulatoria Nuclear informou que o risco radiológico é baixo. Em nota, a Casa Rosada pediu cautela: se encontrar o objeto, não tocá-lo nem manuseá-lo. O alerta foi confirmado pelas autoridades argentinas na quarta-feira.
A investigação busca entender como o material saiu do laboratório e quem tinha acesso à sala onde a cápsula era guardada. Segundo o jornal La Nación, apenas quatro pessoas teriam acesso ao local.
O césio-137 é utilizado em procedimentos e no controle de qualidade da medicina nuclear, mas exige cuidados especiais devido à radioatividade. O episódio marca nova atenção sobre segurança em instalações de saúde.
Contexto histórico
O césio-137 ficou associado ao maior acidente radioativo do Brasil, em Goiânia, em 1987. O episódio brasileiro inspirou debates sobre manejo e proteção de fontes radioativas, com impactos duradouros à saúde pública.
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