Um repórter do UOL Esporte retorna do Haiti com a leitura de que o futebol pode oferecer um suspiro de normalidade em meio à crise. No país, a Copa do Mundo passa a simbolizar um reencontro com a alegria, ainda que pontual.
O Haiti, nação Independence conquistada por escravos, celebra sua história desde 1804, após uma longa luta contra a França. Ao longo dos séculos, o país enfrentou dívida externa, intervenções e inúmeros golpes políticos que atrapalharam seu desenvolvimento.
Em 2010 houve um terremoto de magnitude 7,0 que atingiu Porto Príncipe, deixando mais de 220 mil mortos. A resposta internacional incluiu a atuação da ONU, com participação brasileira em operações de paz. A missão encerrou as atividades em 2019, com planos para novas iniciativas.
A atual conjuntura envolve violência de gangues que compromete a governança e a infraestrutura. O governo enfrenta desafios de segurança, administração pública e diálogo político. Diversas embaixadas estão com restrições, incluindo EUA e França, que recomendam cautela para seus cidadãos.
O país permanece com cerca de 12 milhões de habitantes, entre eles 1,5 milhão em Porto Príncipe. Em meio ao contexto conturbado, o Haiti recebe uma atenção internacional e volta a figurar em eventos de grande projeção, como uma partida de Copa do Mundo contra o Brasil.
A expectativa é que a seleção haitiana e a brasileira duelem em breve, com o futebol servindo como lampejo de esperança. Independentemente do resultado, a região entende que o momento transcende o esporte. A cobertura fica por aqui, com atualizações contínuas.
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