A polícia de Toronto investiga uma série de tiroteios na cidade, incluindo ataques a instituições judias. As autoridades também avaliam a possibilidade de envolvimento de elementos estrangeiros no esquema de criminosos contratados.
Na véspera de anunciar a prisão de uma suspeita ligada ao tiro perto do consulado dos EUA, as autoridades indicaram que os ataques podem ter sido promovidos por indivíduos contratados externamente. O caso é tratado como parte de um padrão mais amplo.
A prisão ocorreu no fim de semana no Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto. A jovem de 19 anos, Zara Jabbi, foi detida após diligências policiais. Ela enfrenta acusações que abrangem furto, posse de arma restrita e ataque a uma área protegida internacionalmente.
As investigaçõesismaram também buscas em toda a cidade, inclusive em um complexo habitacional ligado aos suspeitos do ataque ao consulado. Durante a operação, um policial foi morto e as autoridades recuperaram pistolas de procedência norte-americana, ligadas a outros incidentes na região.
O chefe da polícia de Toronto, Myron Demkiw, afirmou que o caso se insere em um “padrão mais amplo” de uso de criminosos contratados para provocar medo em comunidades, inclusive a judaica. Demkiw acrescentou que a investigação envolve cooperação com a RCMP e o FBI.
Autoridades também mencionaram que o material de vídeo do ataque ao consulado mostra suspeitos filmando-se para comprovar pagamento. Nesta semana, autoridades dos EUA prenderam Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, iraquiano de 32 anos, sob acusação de planejar dezenas de ataques contra instituições judaicas e interesses norte-americanos. Não houve confirmação de ligação dele com a investigação de Toronto. Al-Saadi é apontado como comandante de um grupo considerado organização terrorista estrangeira pelo governo dos EUA.
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