A Rússia afirmou nesta quinta-feira, 18, que o G7 bombardearia Donald Trump com ideias prejudiciais durante a cúpula realizada nesta semana. O comentário partiu de Yuri Ushakov, assessor de alto escalão do Kremlin, que disse que o presidente americano é um líder forte, fiel às suas próprias noções.
Segundo Ushakov, Trump pode ter sido mal informado sobre a situação na Ucrânia durante o encontro. O assessor afirmou ainda que Moscou aguarda a passagem de enviados próximos a Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, embora ainda sem data definida para a visita.
Trump havia dito após uma reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky que Russia deveria buscar paz com a Ucrânia, o que gerou otimismo moderado entre líderes do G7 sobre um possível acordo. Em resposta, Ushakov classificou como falso que ataques de drones russos tenham melhorado a situação no front.
Contexto e desdobramentos
Zelensky e aliados europeus sinalizaram ao americano a percepção de queda no campo de batalha em alguns setores, argumento que, no entanto, foi contestado pela Rússia. Ushakov reiterou que tais afirmações não correspondem à realidade no terreno.
Ele ressaltou que Trump, segundo a leitura de Moscou, manteve parte de suas posições e reservou outras para nova avaliação. O Kremlin não informou data nem local para encontros futuros entre Trump e representantes russos.
A cúpula do G7 aconteceu sem definição de um acordo de paz, com as lideranças discutindo cenários para o conflito na Ucrânia. A versão oficial russa enfatiza o peso da comunicação estratégica entre as partes, destacando a necessidade de abordagens mais alinhadas.
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