Donald Trump classificou nesta segunda-feira o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã como uma rendição incondicional, após a assinatura de um memorando de entendimento que abre um período de negociações de 60 dias. O anúncio ocorreu poucas semanas depois de uma reunião em Viena, na Áustria.
O texto molda o retorno das negociações para um pacto mais amplo, incluindo o levantamento de sanções econômicas e a garantia de que o Irã não desenvolverá armas nucleares. O acordo foi apresentado pelos governos dos dois países e envolve representantes de outras nações presentes na reunião.
Trump afirmou à Fox News que o acordo é uma perda de tempo e sugeriu que os Estados Unidos deveriam seguir adiante. O ex-presidente criticou o governo de Joe Biden, afirmando que não tem força para conduzir as discussões.
Contexto do acordo
O governo iraniano disse que o memorando é uma oportunidade para retomar o diálogo e ampliar as tratativas, desde que não haja imposições. Pequenas divergências entre Washington e Teerã permanecem sobre sanções unilaterais e direitos nucleares.
O acordo provisório é visto como tentativa de evitar uma escalada na região, que tem registrado ataques a instalações nucleares iranianas e retaliações possíveis. As partes reiteram a disposição de aprofundar as negociações sem compromissos imediatos.
Reações e próximos passos
Autoridades iranianas destacaram que o acordo não implica aceitar imposições e que manterá seus direitos nucleares. Nos Estados Unidos, a visão de que a negociação não avança foi acompanhada de críticas ao governo atual.
A expectativa é que os próximos 60 dias sejam dedicados a detalhar compromissos, verificação e cronogramas para futuras medidas, com novas avaliações a serem feitas pelas partes envolvidas.
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