Dois homens foram condenados na África do Sul por participação em um esquema de tráfico de chifres de rinoceronte considerado o maior já investigado mundialmente. A sentença encerra, pelo menos em parte, um processo que durou quase 20 anos. Groenewald, apontado como mentor, aceitou acordo com o Ministério Público e pode pagar uma multa de 2 milhões de rands ou cumprir quatro anos de prisão. Erasmus, corréu, terá de pagar 100 mil rands ou cumprir três anos de prisão.
A acusação inclui mais de 1.700 imputações, como caça ilegal, remoção de chifres, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação começou em 2007, resultando na prisão de 11 suspeitos em 2010, entre caçadores profissionais, veterinários e um piloto de helicóptero.
O caso enfrentou atrasos de mais de 15 anos na Justiça. Durante esse período, dois acusados morreram e dez das 185 testemunhas da acusação também faleceram, enquanto outros deixaram o país.
Contexto regional e relevância do caso
A África do Sul abriga cerca de um terço da população mundial de rinocerontes negros, espécie criticamente ameaçada, além de mais de 75% dos rinocerontes brancos do sul. Segundo a International Rhino Foundation, o país concentrou 81% dos casos de caça ilegal de rinocerontes registrados na África em 2024.
O país tem sido alvo de operações de combate ao tráfico, com autoridades destacando a magnitude do crime e a importância de medidas de fiscalização, cooperação internacional e repressão firme contra os responsáveis. As informações sobre a decisão foram reportadas pelo The Guardian.
Entre na conversa da comunidade