O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou que o Líbano inteiro deveria arder após a morte de quatro militares israelenses em uma explosão atribuída ao Hezbollah. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (19.jun) na rede social X.
As mortes ocorrem em meio a ataques israelenses a alvos no sul do Líbano, que desencadearam críticas internacionais sobre a viabilidade do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã em uma fase preliminar. O texto prevê o fim imediato das operações em todas as frentes.
O anúncio de Ben Gvir reforça a pressão israelense por respostas mais duras. O líder afirmou que cada lágrima de mãe israelense corresponde a várias mães libanesas, sem detalhar ações, apenas sinalizando endurecimento da retaliação.
As Forças de Defesa de Israel divulgaram que atingiram dois centros de comando do Hezbollah no Líbano em retaliação, segundo comunicados oficiais. A operação deixou dezenas de membros do Hezbollah supostamente mortos, conforme os relatos das FDI.
Os desdobramentos políticos seguem no centro da atenção internacional. O encontro presencial para assinatura do acordo entre EUA e Irã, previsto para hoje, foi cancelado. A Casa Branca informou que as discussões técnicas devem ocorrer em breve.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a condução da crise no Líbano, destacando que ações proporcionais são preferíveis a destruição de infraestrutura em Beirute. A fala de Trump ressalta divergências sobre resposta militar na região.
Tensão no cessar-fogo
- O que aconteceu: explosão atribuída ao Hezbollah matou quatro soldados israelenses no sul do Líbano.
- Quem está envolvido: Israel, Hezbollah, governo norte-americano e, indiretamente, Irã.
- Quando: os incidentes ocorreram nesta semana, com anúncios relativos a sexta-feira (19.jun).
- Onde: sul do Líbano e áreas fronteiriças com Israel.
- Por quê: ampliação de hostilidades e questionamento do cessar-fogo acordado entre EUA e Irã.
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