Mahmoud Nabavian, vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional do parlamento do Irã, leu ao vivo em Teerã o que afirmou ser o texto final de um memorando com os EUA. Ele disse que o acordo transformaria o Irã em uma colônia dos EUA e abriria o estreito de Ormuz para Israel.
A leitura ocorreu durante um comício que reuniu apoiadores próximos ao Ministério das Relações Exteriores. O público reagiu com críticas e slogans contrários ao que chamam de capitulação frente Washington.
A imprensa estatal descreveram o acordo como vitória para o Irã, enquanto críticos alertaram para impactos internos. O episódio evidencia a resistência interna ao pacto e o desafio de vender o acordo ao público.
Dina Esfandiary, da Bloomberg Economics, disse que o conflito abriu espaço para o governo recuperar controle, apesar de findar a guerra. Ela ressalta que o acordo não resolve problemas econômicos e sociais do Irã.
Para alguns analistas, o governo depende de alívio econômico imediato e de sanções atenuadas para manter o apoio popular. Avaliadores afirmam que a força da linha-dura, ligada ao grupo Paydari, é crucial para a resposta interna.
Vali Nasr aponta que o líder supremo e o IRGC precisam manter controle sobre a facção Paydari para que o acordo tenha possibilidade de implementação. O grupo foi ativo no apoio a posições hardline ao longo das negociações.
A linha-dura tem influência sobre parte da população mais pobre e conservadora, que viu na guerra uma motivação para apoiar o governo, segundo Nasr. O papel desse público será decisivo na aceitação do acordo.
Especialistas destacam que o alívio econômico e a percepção de melhorias na vida cotidiana serão determinantes para o apoio público. Sem ganhos tangíveis, o pacto pode enfrentar resistência contínua.
Entre os iranianos ouvidos pela imprensa internacional, há ceticismo sobre os impactos do acordo. Muitos afirmam que a situação econômica e social continua extremamente difícil, mesmo com avanços nas negociações.
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