Em 18 de junho de 2026, Moscou sofreu o maior ataque com drones desde o início do conflito, com pelo menos 200 aeronaves não tripuladas. Os ataques atingiram a refinaria MNPZ, no distrito de Kapotnya, e prédios residenciais na região sudeste da cidade. A ofensiva ocorreu sem aviso prévio claro à população.
Um drone interceptado explodiu próximo a um prédio, e outro atingiu diretamente a refinaria, arrancando a tampa de um dos tanques. Civis presenciais relataram fumaça negra que encobriu parte do horizonte. O aeroporto Sheremetyevo transferiu passageiros para áreas seguras e houve interrupção temporária de dois terminais, com o espaço aéreo fechado.
A ofensiva coincidiu com a passagem de líderes europeus pela Cúpula do G7. O presidente ucraniano afirmou que o ataque é uma resposta aos ataques russos contra cidades ucranianas e pediu que a Rússia adote medidas diplomáticas. O chanceler russo sinalizou que haveria ataques regulados contra a Ucrânia.
Desdobramentos
Especialistas destacam que a ofensiva visa manter pressão e mostrar que Kiev pode exigir negociações. Em Kiev, analistas veem a ação como tentativa de influenciar o curso da guerra e pressionar Putin a buscar trégua. Em Moscou, autoridades ressaltam que ataques podem continuar de forma coordenada.
Kiev confirmou a devolução de 522 corpos de ucranianos por parte da Rússia, principalmente combatentes. O processo de identificação ainda está em andamento. As trocas de prisioneiros e de corpos têm ocorrido de forma parcimoniosa desde o início do conflito.
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