O centro do estreito de Hormuz permanece fechado devido a aproximadamente 80 minas que precisam ser removidas para retomar o tráfego normal de navios. A afirmação é do International Tanker Owners’ Community, associação dos armadores independentes.
Navios começaram a sair do Golfo pelo estreito nesta semana, após a assinatura de um memorando entre EUA e Irã. Mesmo com o acordo, o tráfego não deve normalizar imediatamente.
O trecho central continua perigoso para navegação e representa risco de encalamento. A rota interna, em especial pela região entre Irã e Omã, permanece sensível e com uso restrito.
Situação atual no estreito
Ainda que o acordo visasse facilitar o retorno, as minas e obstáculos persistem. A volta do tráfego em alta escala depende da remoção das minas e de garantias de segurança para a passagem de grandes volumes.
Especialistas destacam que, antes do conflito, cerca de 130 navios cruzavam o estreito por dia e aproximadamente 20% do petróleo global circulava pela passagem. A recuperação completa pode levar tempo.
Ameaças à navegação, como o risco de encalhamento e possíveis colisões, são destacadas pela indústria. Além disso, houve relatos de interferência eletrônica que pode dificultar a navegação em áreas sensíveis.
Alguns navios conseguiram atravessar à noite, perto da costa omanense, com auxílio limitado. A história recente também envolve estruturas de cobrança de tarifas que geram resistência entre armadores.
As discussões internacionais ressaltam que a imposição de tarifas pelo Irã pode abrir precedentes para outras rotas estratégicas, como Malaca e o estreito de Taiwan, longe de soluções rápidas.
A gestão do tráfego no estreito segue sob escrutínio, enquanto autoridades e empresas monitoram a evolução do acordo e as futuras medidas de segurança para retomar o fluxo normal de comércio.
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