O governo dos EUA e o Irã tinham um encontro previsto para discutir a implementação do acordo de 14 pontos que buscará encerrar o conflito entre as partes. As negociações, marcadas para ocorrer na vila suíça de Obbürgen, foram anunciadas para ocorrer após a assinatura de um memorando de entendimento que abriu uma janela de 60 dias para um acordo permanente sobre o programa nuclear iraniano e liberação de tráfego de petróleo pelo estreito de Hormuz. A sessão seria realizada com a mediação suíça.
A equipe do senador JD Vance, que lidera as negociações para a administração, já estava no local ou a caminho, com jornalistas e oficiais da Casa Branca prontos para a viagem. O White House confirmou que o vice-presidente não partiria naquela noite, citando a logística complexa das negociações.
O cancelamento foi anunciado pouco antes do início previsto das conversas, provocando ajustes rápidos na agenda de diplomacia. Jornalistas e assessores tinham se deslocado para a base Joint Base Andrews, nos EUA, antes de seguir para a Suíça.
Contexto e desdobramentos
Antes da suspensão, o governo iraniano indicou reservas em relação ao memorando, com o líder supremo Ayatollah Khamenei aparentemente aprovando o acordo provisório, mas com ressalvas. Ao mesmo tempo, o bloqueio portuário iraniano foi temporariamente suspenso pelas autoridades americanas, que mantêm navios de guerra na região.
A agência Tasnim afirmou que negociadores iranianos queriam ver sinais concretos de implementação do acordo provisório antes de avançar para novas rodadas de negociações em Genebra, e que não havia confirmação de viagem da delegação iraniana.
A suspensão ocorre em meio a informações de que Teerã poderia adiar a participação devido a ações militares de Israel contra grupos no Líbano, fato não confirmado pelas autoridades iranianas. Israel não participa diretamente das negociações e continua suas operações na região.
Contexto regional
O memorando prevê o término permanente do conflito com o Líbano e a garantia de integridade territorial do país, além de estabelecer um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões. O presidente dos EUA tem pressionado por um cessar-fogo total, enquanto Israel mantém posição de não retirada de território.
Mais tarde, Mohammad Ghalibaf, o principal negociador do Irã, advertiu sobre resposta decisiva em caso de violação do acordo. A fala reforçou a tensão associada aos avanços diplomáticos na região.
As negociações aguardadas retomam em meio a incertezas sobre a viabilidade de um cessar-fogo estável que ordene fim ao conflito na região, que já provocou milhares de mortes e impacto nos preços de energia globais.
Fonte: agências internacionais de notícias.
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