A menina de seis anos vítima de Ebola, que estava sendo tratada em um hospital na cidade leste de Butembo, foi localizada após invasão de homens armados ao pronto atendimento. A criança e a mãe foram levadas na segunda-feira, segundo autoridades de saúde locais.
O estado da menina é estável no momento em que foi localizada, conforme declaração do médico Dr. Lubambo Maboko Gaston. A operação de busca envolveu equipes de saúde e mobilização comunitária.
Houve ataques anteriores a unidades de tratamento de Ebola na região, que já registrou mais de 230 mortes e quase 900 casos confirmados. As autoridades ressaltam a importância de manter centros seguros e protocolos de enterro para evitar transmissão.
A situação de desinformação persiste em áreas remotas, com parte da população desacreditando na doença e nas ações de autoridades e ONGs. Essa resistência complica as medidas de vigilância epidemiológica.
A epidemia em curso foi declarada em 15 de maio, com transmissão associada a uma cepa rara chamada Bundibugyo. Não há vacina disponível para esse tipo, segundo a Organização Mundial da Saúde, que estima meses para desenvolvimento.
O surto pode se tornar um dos maiores já registrados, conforme avaliação de líderes de saúde da África. Uganda, que faz fronteira com a RD Congo, registrou 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, sem novos casos desde 5 de junho, segundo a OMS.
Na RD Congo, o Ministério da Saúde informou que reforçou a vigilância, o rastreamento de contatos e a estrutura de tratamento, com centros dedicados em várias cidades afetadas. A OMS destinou cerca de 3,9 milhões de dólares para o combate, enquanto o Africa CDC reservou um orçamento de 319 milhões de dólares.
As regiões de Ituri, South Kivu e North Kivu concentram os casos, com Ituri respondendo por mais de 90% das infecções já confirmadas. O conflito na região oriental complica as ações de contenção, segundo a OMS.
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