Na sexta-feira, ataques aéreos israelenses sobre Gaza deixaram ao menos seis mortos, entre eles o cinegrafista da Al Jazeera Ahmed Wishah, conforme informações de autoridades de saúde e equipes de resgate. A ofensiva atingiu uma residência central em Gaza, no âmbito de operações contínuas na faixa.
A Al Jazeera confirmou a morte de Wishah e condenou o ataque, afirmando que o jornalista foi alvo de uma violência que viola leis internacionais. O IDF acusou Wishah de atuar como sniper em posições associadas ao Hamas, sem apresentar evidências públicas no momento.
Em Bureij, campo de refugiados, dois outros adultos também perderam a vida no mesmo bombardeio, segundo relatos de hospitais locais e da defesa civil muçulmana. O exército israelense indicou que as vítimas estavam ligadas ao Hamas.
Em Gaza City, no bairro Sabra, quatro membros de uma mesma família morreram em ataque noturno a uma residência. A Shifa Hospital informou ter recebido os corpos, incluindo duas crianças; familiares descreveram as vítimas como civis sem qualquer ligação com grupos armados.
A escalada ocorre pouco tempo depois de declarações sobre cessar-fogo, com a necessidade de assistência humanitária destacada por agências da ONU. Em recente relatório, a agência humanitária da ONU apresentou avanços no abastecimento, mas ressaltou lacunas em abrigo, saneamento e serviços básicos.
O conflito envolve também disputas entre Israel e o Hamas sobre governança de Gaza e o cumprimento do cessar-fogo assinado em outubro. Organizações internacionais aguardam avanços na desmilitarização e na entrega de território sob controle israelense.
O mais recente balanço divulgado pela autoridade de saúde de Gaza aponta que, desde o início do conflito atual, mais de 73 mil pessoas foram mortas no território. Conflitos continuam em várias áreas, com relatos de ataques em diversas regiões de Gaza.
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