Iván Cepeda, senador de esquerda, está 7,8 pontos atrás de Abelardo de la Espriella, segundo a Atlas Intel. A disputa presidencial da Colômbia entra no segundo turno após o primeiro turno de 31 de maio, com a data da votação final neste domingo, 21 de junho. O resultado aponta para um cenário fraturado no país.
A pesquisa mais recente, divulgada em 13 de junho, mostra Espriella com 50,9% dos votos válidos, Cepeda com 43,1% e indecisos ou votos brancos com 5,9%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O desempenho de Espriella tem se mantido próximo de 50% ao longo de três semanas.
Espriella tem sido apontado como outsider de ultradireita, imitador de lideranças regionais que conseguiram eleitorado pelo discurso de ruptura com a política tradicional. Seu apoio envolve atores econômicos influentes e figuras políticas históricas da região.
Cepeda, fervoroso aliado do presidente Gustavo Petro, construiu uma trajetória marcada pela defesa de vítimas do conflito armado. O senador, formado em filosofia, sustenta uma postura de moderação e busca alianças para ampliar o apoio no segundo turno.
Cenário político e estratégias
Analistas destacam que a campanha de Espriella adotou estratégias de retórica de firmeza e combate à “casta política”, com foco em temas de segurança, economia e críticas aos partidos tradicionais. O candidato mantém propostas de reformas profundas em áreas como infraestrutura e energética.
Cepeda tem enfatizado a necessidade de diálogo e de união no país, tentando distender o tom entre eleitores de diferentes espectros. Em cenário de segundo turno, há expectativa de que ele busque ampliar coalizões, apesar das dificuldades iniciais.
Características dos candidatos e apoio
Espriella tem contado com o apoio de figuras da direita tradicional, incluindo candidatos que disputaram o primeiro turno. O perfil se apresenta como alternativa aos velhos formulários políticos, associando-se a pautas de endurecimento institucional.
Cepeda se posiciona como defensores de direitos humanos e justiça para as vítimas do conflito. Sua trajetória inclui atuação parlamentar contínua e presença em debates públicos, com o objetivo de manter o tema das vítimas no centro da agenda.
Contexto histórico e cenário futuro
A eleição de 2026 revela uma Colômbia com parcelas de apoio a propostas de ruptura em relação ao sistema político tradicional. O país já viveu uma experiência de esquerda no governo desde 2022, o que amplifica o impacto do segundo turno entre Espriella e Cepeda.
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