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Gotham recorre de decisão de juiz de Nova York em difamação contra Grifols

Julgador de Nova York nega proteção de jornalista a Gotham; recurso contesta critério de ganhos, em meio a ação de difamação contra Grifols

Junta General de Accionistas de Grifols de 2026.
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Gotham City Research recorreu da decisão de um juiz de Nova York que negou proteção de jornalista diante da ação de difamação movida pela Grifols. A firma de investimento contesta que seus informes sobre empresas abertas se enquadram na liberdade de expressão, buscando manter os documentos sob sigilo de fontes.

O recurso, assinado pelos advogados do fundo norte‑americano liderado por Daniel Yu, alega erro do magistrado ao exigir que a renda provenha diretamente da atividade jornalística. A defesa sustenta que a proteção não depende de ganhos regulares para sustentar o jornalismo moderno.

A Grifols moveu ação em Nova York no fim de janeiro de 2024, dias após a publicação de um informe da Gotham que acarretou queda expressiva das ações. O documento afirmava supostas manipulações contábeis e avaliava o valor da farmacêutica como próximo de zero.

O processo tramita na Justiça estadunidense, com Gotham e a General Industrial Partners, ligada a Cyrus de Weck, sob investigação na Espanha por suposta manipulação de mercado. Ambas as partes defendem que o relatório está amparado pela liberdade de expressão.

O juiz Gabriel W. Gorenstein já havia determinado que apenas uma das afirmações do informe seria considerada no momento processual, dando início à fase de discovery para o caso, com previsão de julgamento em 2027.

Os réus pleiteiam invocar a Shield Law de Nova York, para impedir que Grifols exija fontes e materiais. A defesa argumenta que o relatório se equipara a jornalismo investigativo que expôs escândalos corporativos, buscando limitar pedidos de Grifols por dados como contatos, documentos financeiros e comunicações com jornalistas.

Em paralelo, o juiz entendeu que a vantagem econômica dos reclamados depende de eventos de mercado, não apenas da atividade jornalística, o que sustenta a rejeição à proteção jornalística completa. A defesa afirma que ganhos não precisam ser regulares para justificar a proteção.

As partes discutem a interpretação da lei de proteção de fontes, defendendo que o objetivo é abranger formatos de jornalismo contemporâneo, não apenas remunerações estáveis. O recurso questiona precedentes de tribunais locais sobre o tema.

Mantenha‑se o andamento processual: as defesas de Gotham e Grifols apresentaram carta conjunta em 16 de junho, informando ao magistrado que, se o recurso for rejeitado, entregarão grande volume de informações, sujeitas a confidencialidade e dados regulatórios.

Grifols alerta, por sua vez, que pode impugnar o acordo caso haja restrições de confidencialidade impostas pela Audiencia Nacional ou pela proteção de dados europeia, enfatizando o respeito aos limites legais.

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