O Irã afirmou que os Estados Unidos violaram o novo acordo de cessar-fogo, prometendo fechar novamente o estreito de Ormuz. A declaração atribui a medida a uma suposta violação da promessa feita pelos EUA.
Segundo o governo iraniano, o texto de 14 pontos divulgado na quarta-feira previa a cessação imediata de operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. O Irã sustenta que houve descumprimento da promessa.
Dias antes, surgiram relatos de mortes em ataques israelenses no sul do Líbano, com ao menos 20 pessoas mortas menos de 24 horas após a divulgação do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. A ofensiva permanece sob análise.
Na manhã deste sábado, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que não há evidência de que o Irã esteja fechando o estreito de Ormuz. A fala foi feita em coletiva de imprensa. O canal de comunicação entre Washington e Teerã permanece aberto.
O estreito de Ormuz liga o Irã a Omã e aos Emirados Árabes Unidos e é uma passagem estratégica pelo qual passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito globais. O fechamento já impactou o preço da energia desde fevereiro.
Reações e perspectivas
Analistas ressaltam que o acordo entre Irã e EUA já enfrentava fragilidades desde o início, com sinais de desvio de compromissos. A reabertura parcial do estreito de Ormuz era vista como objetivo central para evitar crise econômica mundial.
A cobertura aponta para a possibilidade de pressão sobre Israel para contenção de operações no Líbano, especialmente sob avaliação de aliados dos EUA. Observadores destacam que a situação pode evoluir conforme contatos políticos e militares avancem.
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