O vice-presidente americano JD Vance afirmou neste sábado que aguarda viajar em breve para a Suíça para negociações com o Irã, mesmo com a Guarda Revolucionária Islâmica de Teerã anunciando o fechamento do Estreito de Ormuz. A medida aumenta a tensão antes das tratativas em um acordo de cessar-fogo de 14 pontos entre Washington e Teerã.
O canal diplomático visa dar seguimento ao compromisso assinado na quarta-feira entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para reduzir um conflito que dura quase quatro meses. A Guarda disse que a segurança no estreito pode ficar comprometida caso navios se aproximem.
Um trecho da preparação apontou que negociadores norte-americanos, incluindo Jared Kushner e Steve Witkoff, estariam na Suíça para tratar aspectos técnicos, segundo comentários de Vance em entrevista veiculada pela Fox News. O diplomata citou avanços no diálogo.
Preparativos para a reunião
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que seus representantes também partiram para a Suíça neste sábado, reiterando condições para o início de negociações de 60 dias sobre o programa nuclear e outras questões.
A meta é suspender os combates no Líbano para abrir espaço ao diálogo, conforme o Planalto de Teerã. O cessar-fogo enfrenta pressões externas, a poucos dias de novas conversas diplomáticas.
Escalada no Líbano e resposta de parte envolvida
A Defesa Civil libanesa confirmou 16 mortes por ataques israelenses no Líbano, ocorridos pouco após a vigência da trégua, com Israel dizendo responder a ações do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A NNA, agência de notícias estatal do Líbano, relatou ataques de aviões de guerra e drones em áreas do sul e do Vale do Bekaa.
Um militar israelense afirmou que o Hezbollah efetuou mais de 50 disparos contra forças de Israel no sul do Líbano, e que Israel revidou com ataques a alvos do grupo. O governo israelense manteve o compromisso com o cessar-fogo e prometeu agir contra ameaças à sua segurança.
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