A premiê italiana Giorgia Meloni pediu neste sábado a Donald Trump que cuide da própria popularidade após ele afirmar que ela tenta subir sua aprovação ao reatar laços com os EUA. A provocação ocorreu após Trump ter alegado, na sexta-feira, que Meloni teria suplicado por uma foto na cúpula do G7, na França.
Meloni respondeu em inglês pela rede social Instagram, criticando os ataques do ex-presidente. Em tom direto, afirmou que “essas acusações constantes não fazem sentido” e que a popularidade dela não é da conta de Trump. A chefe de governo italiana lembrou que manter relações com EUA é parte de acordos soberanos.
Trump repetiu a acusação neste sábado, chegando a afirmar que Meloni quer ser amiga dele novamente para aumentar seus números. O país europeu tem registradas tensões em torno de bases militares e de decisões estratégicas, como o uso de instalações na Itália. O líder republicano citou questões ligadas à política externa.
A Itália tem visto a popularidade de Meloni subir após quedas anteriores. Pesquisas recentes indicam aprovação de cerca de 35% para o governo de 2022, com o partido Irmãos da Itália liderando em torno de 28%. A oposição, o Partido Democrático, oscila em torno de 22%.
Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden permanece com aprovação estável em cerca de 36%, segundo pesquisa da Reuters/Ipsos, apesar de pressões econômicas. A dinâmica ocorre em meio a debates sobre custos de vida e alinhamento com aliados na região.
A crise entre Meloni e Trump também envolve o uso de bases italianas no contexto das tensões com o Irã. Meloni reiterou que as bases são regidas por acordos vigentes e que a Itália, sob sua gestão, continuará soberana. Ela destacou o compromisso com o direito internacional.
Aprovação e cenário político
A gestão de Meloni, em seu terceiro ano, busca manter equilíbrio entre parceiros estratégicos e interesses nacionais. Dados de opinião apontam leve recuperação de popularidade, em meio a temas de soberania e segurança.
O calendário político americano também influencia a pauta italiana, com Trump mantendo posição de relevo entre defensores de uma linha dura em relação a alianças internacionais. A situação volta a evidenciar a volatilidade das relações bilaterais.
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