Abelardo de la Espriella, milionário de linha direitista e defensor de uma postura dura, venceu o segundo turno presidencial da Colômbia. O adversário foi Iván Cepeda, senador de esquerda.
Com 99,65% das cédulas apuradas, de la Espriella recebeu 12,91 milhões de votos, 49,65% do total. Cepeda teve 12,67 milhões, 48,7%. Ainda houve 1,6% de votos em branco. A distância foi menor que há três semanas.
A vitória amplia a guinada à direita após quatro anos de governo de Gustavo Petro, impedido pela Constituição de disputar a reeleição. Petro apoiou Cepeda como candidato de continuidade.
Contexto regional
O resultado colombiano é visto como parte de uma onda de candidatos de direita em eleição na América Latina, acompanhada de vitórias em Honduras e Chile, com Peru ainda em apuração.
O presidente eleito, que assumirá em 7 de agosto, promete endurecer a luta contra grupos criminosos e independência de ações de segurança. Ele defende ações de confrontação ampla com o crime organizado.
A eleição, marcada por violência, ocorreu após um período de aumento da violência no país. De la Espriella, que se autodefine como outsider, não teve experiência pública anterior.
Sua vice, o economista José Manuel Restrepo, já atuou como ministro da Economia. O anúncio eleitoral indicou que Restrepo conduzirá a redução do tamanho do Estado em 40%.
A próxima fase envolve o escrutínio oficial, com conclusão prevista para alguns dias. Governo e oposição aguardam a formalização do resultado definitivo.
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