Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, foi detido pelo ICE em Phoenix, nos EUA, após protestar contra Abelardo de la Espriella, candidato de ultradireita apoiado por Trump. A prisão ocorreu nesta terça-feira, 16, com Coral já vivendo nos EUA desde 2015. O caso integra uma ação iminente de deportação.
Segundo um memorando assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, Coral chegou aos EUA com visto de turista e tem um pedido de asilo pendente. O documento sustenta que ele usou a presença nos EUA para atuar politicamente em apoio ao governo Petro e para protestar contra Espriella durante o período eleitoral colombiano.
Rubio afirma que a permanência de Coral nos EUA prejudica a política externa norte-americana e sinaliza que estrangeiros podem usar plataformas americanas para campanhas desinformativas. O memorando indica que a detenção visa procedimentos de remoção. Coral permanece custodiado pelo ICE.
Coral, natural de Medellín, tem histórico público de atuação política online em defesa do presidente Gustavo Petro. Ele viajou a Miami dias antes da prisão, onde participou de protestos contra Espriella e realizou ações legais iniciadas contra o advogado.
Espriella, naturalizado nos EUA em 2023, é figura central no cenário político colombiano, tendo sido alvo de críticas de Coral. A defesa de Coral aponta que ele apresentou documentos de solicitação de asilo e autorização de trabalho válidos, questionando a legalidade dos procedimentos.
No contexto, ativistas e organizações de direitos humanos veem a ação como escalada de restrição a opositores no exterior. Declarações de especialistas destacam que a medida levanta questões sobre liberdades civis e uso de políticas de imigração para fins políticos.
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