Colômbia viveu um domingo marcado pela polarização eleitoral, com símbolos da seleção de futebol virando ferramenta de apoio a candidatos. No segundo turno, apoiadores de Abelardo de la Espriella entraram nas áreas de votação vestindo camisas da seleção, como forma de identificação política.
Em Bogotá e no sudoeste da cidade, eleitores do adversário Iván Cepeda apareceram com a camiseta e o boné da equipe ou enrolados na bandeira. A estratégia indiciou uso de símbolos nacionais para influenciar a percepção do eleitorado, em meio a uma disputa acirrada.
A médica Paula Mora, 34, vestia a camisa da Colômbia com um detalhe político que remete a Gaitán, figura histórica. Ela diz que a escolha buscou evitar que a camisa seja associada a um único campo político. A serigrafia de camisas com figuras de esquerda também apareceu entre apoiadores de Cepeda.
Ação e reação entre apoiadores
A campanha de Cepeda organizou panfletos que viraram cadernos e tabelas para acompanhar jogos da Copa, fortalecendo a presença de sua pauta. Em contrapartida, Espriella questionou a Federação Colombiana de Futebol quanto ao uso das camisas em atos eleitorais.
A disputa foi apelidada de Fla-Flu político, refletindo um cenário atípico para a Colômbia, que elegeu seu primeiro presidente de esquerda em 2022. Gritos em apoio a Cepeda foram registrados em locais de votação, com referências a símbolos regionais e internacionais.
O pleito ocorre em meio a um ambiente de desconfiança sobre resultados. A Colômbia mantém contagem rápida após o fechamento das urnas, mas a apuração oficial pode levar dias. Na véspera, comerciantes cobrirem lojas com tapumes temeu conflitos após a divulgação dos números.
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