Na Suíça, representantes dos EUA e do Irã iniciaram neste domingo conversas para buscar um acordo de paz definitivo que envolva o programa nuclear iraniano e a reabertura permanente do Estreito de Ormuz. O encontro ocorre no resort Burgenstock, com a participação de mediadores do Catar e do Paquistão.
O desenrolar das negociações é marcado por momentos de impasse e mensagens públicas de descontentamento. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conduzem as negociações ao lado de equipes técnicas. As partes buscam alinhar posições sobre sanções, ativos congelados e garantias de segurança na região.
O contexto e as motivações
Trump condicionou avanços aos ataques ao Irã caso o Hezbollah persista na escalada com Israel. Em tom de advertência, o presidente afirmou, por meio das redes, que o país pode impor tributos caso não haja acordo. As declarações ocorrem em meio a tensões regionais que já afetam o Líbano e o Golfo.
As negociações envolvem ainda o tema do Estreito de Ormuz, pela importância na passagem de petróleo, e a possibilidade de retorno de ativos iranianos congelados. A expectativa é que um acordo provisório seja alcançado, com possibilidade de prorrogação, conforme memorando firmado entre as partes.
Desdobramentos e cenários
Segundo autoridades próximas aos trabalhos, o progresso depende de apoio internacional, inclusive de Israel, que não participa diretamente das negociações. O andamento também envolve questões sobre segurança no Líbano e uma eventual retirada de forças, que influenciam o ambiente de negociação.
As delegações iniciaram o encontro às 14h45 no horário local e devem manter conversas até a manhã de segunda-feira, conforme estimativas dos organizadores. Mediadores ressaltam que o objetivo é avançar em aspectos técnicos, ainda que persista divergência entre as partes.
As informações sobre as conversas foram atualizadas pela imprensa ao longo da tarde, com foco nos pontos centrais: programa nuclear, comércio no Ormuz, sanções e o futuro do Líbano. As autoridades ressaltam que o resultado depende de decisões candidas a favorecer a paz na região.
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