Os EUA e o Irã se reuniram na Suíça, em um resort em Stansstad, para avançar um acordo de paz. O objetivo é selar um pacto definitivo, com mediação de Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão. Vance, vice-presidente dos EUA, lidera a delegação americana; Mohammad Baqer Qalibaf comanda os negociadores iranianos.
Além de Qalibaf, compõem a delegação iraniana o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e altos representantes de segurança, setor bancário e petróleo. A reunião contou com a presença de representantes de Catar e Paquistão, conforme anúncio do chanceler iraniano.
A conversa ocorre após um acordo de cessar-fogo de 60 dias, anunciado entre autoridades dos EUA e do Irã, visando alcançar uma paz duradoura. A reunião de hoje é vista como etapa relevante para a implementação desse compromisso.
Estreito de Ormuz e desdobramentos
O Irã ordenou o fechamento do estreito de Ormuz, citando ataques israelenses ao Líbano como justificativa. A Guarda Revolucionária afirmou que a segurança de navios ficaria em risco caso se aproximassem da passagem estratégica, embora o Comando Central dos EUA tenha indicado que 55 navios mercantes passaram pelo estreito no último sábado.
Críticos às ações iranianas questionam a efetividade de um fechamento percepcionado como temporário. O Irã afirma que a medida é para impedir violações de compromissos de cessar-fogo e para responder aos ataques israelenses.
Conflito no Líbano e impacto nas negociações
A situação no Líbano permanece tensa. Ataques aéreos em território libanês foram atribuídos a Israel, com dezenas de feridos e mortos em bairros do sul do Líbano e do Vale do Bekaa. O Hezbollah, aliado do Irã, também participou dos confrontos.
O Líbano informou 16 mortos em ataques de sábado, ocorridos pouco após a vigência de uma trégua. Israel afirmou agir em resposta a ações do Hezbollah. O Irã e os EUA mantêm posições divergentes sobre a participação de Israel nas negociações.
O governo libanês detalhou o impacto humano, citando milhares de mortes desde março, incluindo profissionais de saúde e civis. Enquanto isso, Israel reforça que continuará atuando contra ameaças que julga existir no território.
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