Os EUA e o Irã seguem em negociações para um acordo de paz, mediadas pelo Catar e Paquistão, na Suíça. O episódio envolve novas ameaças de Donald Trump e uma resposta iraniana em meio ao diálogo diplomático em hotel de luxo nos Alpes. O objetivo é manter o cessar-fogo e evitar confrontos na região.
O Irã pediu aos Estados Unidos que escolham bem as palavras, segundo o chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf. Ele informou pela rede X que as forças armadas iranianas estão prontas para responder por vias diferentes, se houver provocação.
Mais cedo, Trump declarou que o Irã deve impedir que seus aliados no Líbano, o Hezbollah, causem problemas. Caso contrário, o país seria alvo de ataques dos EUA com maior intensidade, segundo o relato de suas falas.
Segundo o memorando de entendimento assinado na última quarta, EUA e Irã se comprometem a não ameaçar o uso da força entre si. Os avisos mútuos ocorreram logo no início das negociações entre representantes dos dois países e mediadores.
As conversas representam uma tentativa de chegar a um acordo final em até 60 dias, com objetivo de pôr fim ao conflito no Médio Oriente originado pelos ataques de Israel e EUA contra o Irã em 28 de fevereiro. O impacto inclui impactos econômicos globais e perdas humanas.
Vance, atual vice-presidente dos EUA, participou das negociações na Suíça e descreveu o encontro como histórico, ressaltando a possibilidade de mudar a relação com o povo iraniano. Ainda há divergências, sobretudo sobre o programa nuclear do Irã.
Situação nas negociações
A reunião envolve diplomatas norte-americanos, representantes iranianos e mediadores do Catar e Paquistão. O foco é evitar novas escaladas e avançar para um acordo verificável e duradouro, segundo relatos de participantes. RFI e AFP acompanham o desenrolar.
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