Ramiro Valdés, figura-chave da Revolução Cubana e ex-vice-presidente, morreu neste domingo aos 94 anos. A informação foi confirmada pelo presidente Miguel Díaz-Canel em redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
Valdés foi um dos primeiros colaboradores de Fidel Castro e ocupou cargos de alto escalão no governo cubano por décadas, mesmo após a ascensão de Díaz-Canel. Recebeu honrarias como herói da República e comandante da revolução, integrando o núcleo do poder do Partido Comunista até 2019.
Nascido em 1932, Valdés lutou ao lado de Castro na luta contra Batista. Tinha 21 anos durante o ataque ao quartel de Moncada e participou da operação que resultou no desembarque do Granma. Sobrevivente de parte fundamental da história revolucionária, integrou o grupo que retomou a insurreição em 1956.
Trajetória e função no Estado
Valdés atuou como vice-comandante de Ernesto Che Guevara nas montanhas da Sierra Maestra. Lutou na Batalha de Santa Clara, decisiva para a vitória de 1959. Após a vitória, conduziu a agência de segurança criada com o poder revolucionário.
Ao longo dos anos, ocupou funções como ministro do Interior, vice-ministro da Defesa, ministro da Informação e Comunicações e vice-presidente. Mantinha influência mesmo durante a transição de poder para Díaz-Canel, atuando recentemente como vice-primeiro-ministro.
Valdés era conhecido por manter o simbolismo da revolução, com fardas verde-oliva e o que se tornou marca do período. Também participou de iniciativas para enfrentar a crise energética da ilha, mantendo constante presença pública ao lado do presidente.
A repercussão da morte envolve diversas vozes oficiais, que destacam o papel central de Valdés na história recente de Cuba. O país segue frente a desafios econômicos e energéticos, com o legado da geração histórica ainda presente no governo.
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