A Islândia, país insular do Atlântico Norte, não possui exército permanente desde a sua independência, em 1944. Pelos anos, a defesa tem sido garantida pela OTAN e pelos Estados Unidos, com patrulhas aéreas e exercícios conjuntos mantidos no território.
A presença norte-americana e de aliados da OTAN, incluindo caças que atuam a partir de Keflavík, é peça central da segurança islandesa. O governo islandês afirma que não há população suficiente para sustentar forças regulares próprias, diante de uma geografia de terras altas pouco habitadas.
Em 2025, retorno de Donald Trump à presidência dos EUA reacendeu debates sobre a proteção da ilha. Suas declarações sobre a Groenlândia e a OTAN geraram apreensão na Islândia, alimentando a revisão de estratégias de defesa e alianças
Mudança de segurança e próximos passos
O episódio levou Reykjavik a convocar um referendo para 29 de agosto sobre reabrir negociações de adesão à União Europeia, congeladas desde 2013. A decisão propõe avaliar uma integração maior com a UE, inclusive sob aspectos de defesa não militar.
Especialistas apontam que a adesão à UE poderia trazer benefícios de cooperação em segurança, por meio de cláusulas de defesa mútua, ainda que a UE não seja uma aliança militar. O tema é dividido entre eurocéticos e pró-adesão.
A aposta europeia
A adesão é vista por parte da sociedade como forma de reduzir vulnerabilidades e ganhar estabilidade econômica, com possível uso do euro. Obstáculos incluem acordos sobre pesca, entre outros pontos sensíveis à soberania islandesa.
Com população de cerca de 400 mil, a Islândia depende da pesca e de sua guarda costeira para resgates e fronteiras. A incerteza sobre o futuro equilíbrio entre segurança, economia e soberania permanece central no debate nacional.
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