Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, foi detido em Phoenix, nos EUA, pela imigração. A prisão ocorreu após ele se manifestar contra o candidato apoiado por Donald Trump na Colômbia.
Coral, colombiano de 40 anos, é simpatizante de Gustavo Petro e participa de atividades políticas na diáspora. A detenção aconteceu na terça-feira, 16 de junho, mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA emitiu memorando sobre o caso.
O memorando cita que Coral chegou aos Estados Unidos em 2015 com visto de turista e tem pedido de asilo pendente. A nota aponta que ele permaneceu no país além do período autorizado.
O documento afirma que Coral conduziu atividades políticas pró-Petro nos EUA e protestou contra o candidato influenciado por grupos conservadores colombianos, em contexto de acirrada polarização no país.
Antes da prisão, Coral havia viajado a Miami, onde e outros participantes ergueram cartazes desencorajando a participação da diáspora colombiana a favor do candidato Espriella, aliado de Trump.
Coral também havia feito uma queixa ao FBI, em maio, acusando Espriella de gravar conversas telefônicas e divulgar áudios. A denúncia motivou acusações de difamação feitas por um ex-advogado de Espriella.
Abelardo de la Espriella, ex-advogado e candidato da ultradireita, venceu o segundo turno da eleição colombiana com 49,65% dos votos, frente a 48,70% de Iván Cepeda, numa disputa muito observada internacionalmente.
A defesa de Coral sustenta que a atuação do ativista não representa interesses dos EUA, enquanto a administração de Biden não comentou oficialmente o caso até o momento. O ICE informou que Coral permanece custodiado, aguardando procedimentos de remoção.
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