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China suspende exportações para 10 empresas dos EUA

China suspende exportações de itens de dupla utilização para dez empresas americanas e aplica sanções a quarenta e seis, em retaliação a práticas dos EUA

Haiyun Jiang/The New York Times
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A China suspendeu as exportações de itens de dupla utilização para 10 empresas americanas e impôs sanções a mais 46 companhias dos EUA em duas medidas anunciadas neste domingo (21). A ação visa proteger segurança e interesses nacionais, segundo o Ministério do Comércio da China.

Os itens de dupla utilização são bens que podem ter uso civil ou militar. Entre as empresas com exportações suspensas estão a MP Materials e a USA Rare Earth, produtoras de terras raras, além da Aveox, fabricante de motores para aplicações críticas.

A decisão chinesa representa uma mudança significativa na política de exportação, indo além de exigências de licenças anteriores. O ministério informou que as medidas afetam todas as transferências originárias da China para as entidades listadas, que devem cessar de imediato.

Separadamente, o Ministério das Finanças da China anunciou sanções a 46 empresas dos EUA. Compradores chineses ficam proibidos de adquirir produtos dessas companhias, exceto por entidades com capital americano que atuam na China.

Contexto internacional

Em 8 de junho, o Departamento de Guerra dos EUA atualizou uma lista de 188 empresas que, segundo Washington, colaboram com militares chineses. Entre elas estão Alibaba, Baidu, BYD, NIO e empresas de tecnologia, robótica e semicondutores.

A lista determina restrições futuras para contratos governamentais e compras públicas, com efeitos graduais até 2027. O documento permite remoção mediante avaliação do governo americano.

Reações de empresas chinesas

A Embaixada da China nos EUA disse defender ambiente de negócios justo e rejeitou listas discriminatórias. Afirmou que as empresas chinesas cumprem leis locais e que ataques a elas prejudicam a cooperação econômica.

A BYD informou à Reuters que a inclusão na lista carece de fundamento factual. A Alibaba destacou que não é empresa militar e pretende contestar a designação por vias legais. WuXi AppTec também contestou a decisão.

Baidu classificou a inclusão como infundada e afirmou buscar remoção da lista. A decisão atualiza uma relação de início de 2025 e ocorre pouco mais de um mês após encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim.

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