O governo da Crimeia, região ucraniana hoje sob controle russo, anunciou a suspensão das atividades turísticas e dos acampamentos de verão infantis até setembro. A medida foi divulgada pelo governador Sergei Aksyonov nesta segunda-feira (22).
A decisão ocorre diante da crise de abastecimento de combustível causada por ataques ucranianos a rotas marítimas e rodovias de abastecimento no território. Postos de combustível da Crimeia passaram a vender combustível apenas a entidades especiais desde domingo (21), agravando a demanda e o desabastecimento local.
Segundo autoridades, também houve ataques de drones a refinarias de petróleo, inclusive próximas a Moscou, o que contribuiu para reduzir estoques de gasolina e diesel. O governo informou que o vice-primeiro-ministro Alexander Novak discutiu o assunto com autoridades e produtores de petróleo.
A versão oficial aponta que o Kremlin e as companhias petrolíferas trabalham para normalizar o abastecimento. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que as interrupções são decorrentes das ações ucranianas e que medidas estão sendo implementadas para mitigar o impacto.
De acordo com a leitura de mercado da LSEG, as exportações marítimas de derivados russos recuaram 15% na primeira quinzena de junho, para cerca de 3,3 milhões de toneladas, frente o período de maio, refletindo manutenções não previstas em refinarias após ataques de drones.
Impacto na Crimeia e no setor de petróleo
As restrições de consumo e a suspensão de atividades turísticas afetam o fluxo econômico da região. Moradores relatam redução de deslocamentos e maior apreensão com a disponibilidade de combustível para o dia a dia.
Dados de produção e exportação
As informações oficiais indicam queda nas exportações marítimas de derivados. A situação é acompanhada por fontes de mercado, que destacam a necessidade de reconversões de abastecimento e de manutenção em infraestrutura.
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