A Europa enfrenta pela segunda vez em dois meses uma onda de calor, com temperaturas acima de 40 °C em várias regiões. O fenômeno é causado por uma cúpula de calor estacionada sobre o continente, que prende o ar quente e o empurra para baixo. A intensidade coincide com o início do El Niño no Pacífico.
França registrou calor intenso ao longo do fim de semana, com mais de metade das 96 regiões sob alerta vermelho. Nesse contexto, o governo proibiu o consumo de álcool em público durante a Fête de la Musique, para eventos oficiais e locais com alerta máximo. Espera-se novo pico amanhã.
Na Espanha, áreas do sudeste chegaram a 38 °C, com noites tropicais. Madri fechou uma zona de fãs da Copa do Mundo devido ao calor. No Reino Unido, as previsões apontam até 39 °C, o que pode superar o recorde histórico de junho. Em ambos os países, autoridades alertam para risco elevado de saúde.
Contexto climático
A sequência de ondas de calor ocorre em meio a um El Niño em fortalecimento, que tende a ampliar eventos quentes globais. Cientistas ressaltam que mudanças climáticas elevam frequência e severidade de such fenômenos, com impactos na saúde pública e na infraestrutura.
Impactos e previsões
Dados oficiais indicam que a maioria das residências europeias ainda carece de ar-condicionado, dificultando o resfriamento urbano. Em França, autoridades estimam que o dia mais quente pode igualar ou superar recordes históricos, mantendo-se elevado até quinta-feira.
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