Martha Karua, advogada de renome no Quênia e ex-ministra da Justiça, foi impedida de entrar em Uganda e instruída a retornar ao seu país, segundo a Uganda Law Society. Até o momento não houve explicação oficial para a decisão.
O presidente da Law Society queniana, Charles Kanjama, que acompanhava Karua, teve entrada permitida no país. Kanjama declarou em rede social que acha preocupante que um membro da equipe de defesa seja admitido e outro seja proibido, pedindo esclarecimentos às autoridades ugandesas.
Lukwago, que também esteve envolvido, compareceu ao tribunal na última semana sob súplice de dinâmico enfraquecido, dias após ter sido preso em casa. Ele negou as acusações de não reportar suposto treason relacionado ao caso Besigye e permanece custodiado.
Besigye, oposicionista detido desde o fim de 2024 por suposta traição, foi capturado no Quênia e extraditado para Uganda. O caso gerou intenso debate regional sobre jurisdição legal e direitos humanos, com Lukwago entre os arguidos no processo.
Karua enfrentou obstáculos para atuar como advogada em Uganda, incluindo a recusa inicial de seu registro profissional. Ela já havia sido deportada da Tanzânia no ano passado para impedir sua presença na audiência de Lissu, outro líder da oposição que enfrenta acusações de traição.
As autoridades ugandesas não prestaram informações em resposta a solicitações de comentário sobre a recusa de entrada de Karua. A BBC solicitou também posicionamento oficial, sem retorno até o fechamento deste despacho.
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