Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Exército de Mianmar matou mais de 700 civis em seis meses, diz ONU

ONU aponta pelo menos 702 civis mortos em seis meses de eleições em Myanmar; Sagaing é a região mais violenta, com recuo da ajuda internacional

Min Aung Hlaing, the general who launched the coup, became president
0:00
Carregando...
0:00

Myanmar: ONU registra mais de 700 civis mortos em seis meses

Um relatório das Nações Unidas aponta que a violência ocorrida entre agosto e janeiro resultou em pelo menos 702 mortes de civis, com 224 mulheres e 153 crianças entre as vítimas. As informações vêm de fontes consideradas confiáveis pelo estudo.

O levantamento cobre o período de eleições que se seguiram ao golpe de 2021, no qual as Forças Armadas, que deram o golpe há cinco anos, anunciaram um processo eleitoral amplamente criticado por excluir partidos de oposição importantes.

Sagaing lidera como região mais violenta, com 191 mortes entre civis, incluindo 60 mulheres e 30 crianças, segundo o relatório. A área aparece como foco de operações militares para ganhar terreno.

Em outubro, houve um ataque que matou 23 pessoas e feriu mais de 60 quando munições atingiram civis reunidos diante de uma escola em Chaung-U, durante um evento de velas ligado ao fim da lua de Buda e a demandas políticas.

Em dezembro, um avião militar bombardeou uma casa de chá em Tabayin, Também em Sagaing, onde pessoas assistiam a uma partida de futebol, resultando em pelo menos 19 mortos e 20 feridos.

O documento também menciona abusos contra a minoria Rohingya, incluindo recrutamento forçado, prisões arbitrárias e violência sexual, cometidos por diferentes atores armados na região.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que a população do Myanmar continua a sofrer, com a redução de assistência internacional agravando as dificuldades. A prática de proteção local surgiu como o principal alento em várias áreas.

Contexto político. O regime militar tomou o poder em 2021, prendendo a então líder democrata Aung San Suu Kyi. Desde então, insurgências mantêm confrontos em várias regiões, com o Exército se fortalecendo em parte por meio de recrutamento forçado e uso de drones.

A eleição realizada após o golpe favoreceu amplamente o alinhamento do atual regime. Partidos importantes ficaram impedidos de disputar, e o parlamento passou a contar com maioria leal aos militares, além de representar privilegio à força.

Contexto estratégico do conflito

  • Regras da eleição: veto a opositores impressiona a comunidade internacional.
  • Perspectivas: avanços rebeldes em 2023 foram revertidos em parte por ações militares e repressão.
  • Cenário humanitário: redução de auxílio internacional agrava a situação de civis.

Fonte: relatório da ONU com dados de agosto a janeiro, verificados por testemunhos independentes. As informações não incluem opiniões ou conclusões subjetivas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais