Treze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após uma explosão no complexo de GNL de Ras Laffan, no Catar, na noite de domingo, durante a retomada de operações interrompidas após ataques iranianos. A unidade Barzan, responsável pelo fornecimento doméstico de gás, foi o foco do incidente.
As autoridades catarenses classificaram o episódio como um acidente técnico. A Agência de Energia do Catar informou 13 mortes e 66 feridos, sem afetar a capacidade de exportação da planta e sem risco ambiental imediato. A QatarEnergy ainda não detalhou onde ocorreu a explosão nem a extensão dos danos.
Saad al-Kaabi, CEO da QatarEnergy e ministro da Energia, confirmou a abertura de uma investigação sobre o ocorrido. A explosão foi sentida em Doha, a mais de 70 quilômetros de Ras Laffan, gerando pânico entre moradores.
Desafios na retomada das operações
A retomada das operações de GNL no Catar esbarra na necessidade de religar as unidades de forma sequencial para evitar choques térmicos. O processo envolve resfriamento gradual, com temperaturas de cerca de -162 °C no estado líquido.
Ras Laffan abriga a principal base industrial de GNL do país, com capacidade anual de 77 milhões de toneladas. Ataques anteriores, em março, atingiram duas unidades de processamento, reduzindo cerca de 17% da capacidade de exportação.
A guerra recente levou a uma retirada de cerca de 10 mil trabalhadores de plataformas e plantas. A QatarEnergy informou que não houve feridos no ataque de março. Reparos podem levar de três a cinco anos.
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