O Tribunal Distrital Ocidental de Seul condenou uma brasileira de 29 anos por perseguição, invasão de domicílio e violação da Lei de Controle de Imigração. O caso envolveu Jung Kook, integrante do BTS, alvo de assédio entre outubro e novembro do ano passado. A pena inclui um ano de prisão com execução suspensa por dois anos de liberdade condicional, 40 horas de curso de reabilitação para infratores de stalking, e uma ordem de restrição que proíbe aproximação a menos de 100 metros da residência do cantor, bem como contato por telefone e redes sociais, além de deportação imediata.
Entre as ações, a brasileira visitou o apartamento de Jung Kook 22 vezes em um único mês, monitorando a rotina do artista, deixando cartas, fotos e presentes na propriedade. Em episódio grave, acionou o interfone da residência 133 vezes durante a madrugada. Para burlar a segurança do condomínio, utilizou a passagem de um entregador para invadir áreas comuns do prédio. Mesmo após advertência policial e ordem de restrição de emergência, retornou ao local.
Fatos e penalidade
As autoridades também identificaram que a ré residia de forma irregular na Coreia do Sul, com visto de permanência vencido. A decisão não considerou a intenção de causar dano físico nem invasão do interior da residência, aspectos que contribuíram para a suspensão da pena. A deportação deverá ocorrer assim que os trâmites legais forem concluídos.
Na família brasileira, a apreensão é constante. Parentes disseram que ela viajou a Seul sem avisos prévios e que já registra transtornos mentais diagnosticados desde 2021. O objetivo é que, após a deportação, receba tratamento psiquiátrico sob cuidados da família.
Histórico e panorama do caso
O episódio não é inédito: no ano anterior, uma mulher de 40 anos foi presa ao tentar invadir a casa de Jung Kook. Na ocasião, o cantor revelou, durante transmissão ao vivo, ter acompanhado os acontecimentos pelas câmeras de segurança. Em resposta aos casos de stalking, a gravadora BigHit Music informou ter endurecido protocolos de segurança e mantido política de tolerância zero, com medidas criminais contra violações dos direitos de artistas.
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