Keir Starmer renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, após 23 meses no posto. A saída ocorreu no número 10 Downing Street, com a royal assent de Charles III já no radar. O governo enfrentava crise interna e pedidos de renúncia de membros do partido.
Starmer, 63 anos, afirmou ter conversado com o rei sobre a transição. A renúncia abre espaço para Andy Burnham, eleito ao Parlamento na última quinta-feira, assumir o cargo de primeira-ministra, conforme cenário político iniciado com a decisão de saída.
O político trabalhista tornou-se líder em 2024, sucedendo a Jeremy Corbyn. Sua gestão foi marcada por críticas internas e quedas na popularidade, especialmente após episódios envolvendo nomeações controversas e políticas do governo.
Ao longo de fevereiro, houve controvérsia sobre a nomeação de Peter Mandelson para embaixada nos EUA e sua ligação com casos de Epstein, o que provocou demissões de membros do gabinete. O descontentamento cresceu após as eleições locais de maio.
Contexto
- A consequência direta é a possibilidade de Burnham formar governo, com apoio do Partido Trabalhista.
- A renúncia ocorre em meio a derrota eleitoral recente do partido em várias regiões.
- A transição busca estabilizar o governo e manter a governabilidade no Reino Unido.
Fonte: Poder360
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