Mais de 400 grandes navios estão parados no lado oriental do estreito de Hormuz, segundo análise do Financial Times com dados de satélite da ESA. A espera ocorre enquanto proprietários e operadores buscam a reabertura da via navegável após negociações entre EUA e Irã.
A contagem, que envolve petroleiros de grande porte, aponta 441 embarcações aglomeradas próximas a Sohar e Fujairah, principais portos da região. O registro baseia-se em radar Sentinel-1, que detectou o acúmulo ainda no domingo pela tarde, em horário de Londres.
A combinação de tensões regionais e negociações recentes elevou o nervosismo no setor. Empresas de navegação indicaram estar reunindo navios para aproveitar possível retomada plena das atividades no estreito.
Contexto internacional e movimentação naval
No fim de semana, o Irã anunciou a retomada do bloqueio do estreito, após ataques israelenses no Líbano. O governo iraniano também sinalizou que, em caso de acordo final, poderia cobrar tarifas ou seguros para a passagem, medida rejeitada pelos EUA.
Entre domingo e segunda, Washington e Teerã discutiram o formato do acordo final na Suíça, com foco em mecanismos de descompressão para manter o tráfego aberto. Fontes citadas mencionaram mensagens do Irã e a tentativa de assegurar a passagem contínua.
Apesar das negociações, o Irã confirmou a reabertura apenas de forma gradual, mantendo sinalizações de controle sobre o canal principal. A presença de navios com transponder ativo sugere que parte da comunidade marítima ainda acompanha o cenário com cautela.
Quatro petroleiros de GNL do Qatar navegaram pelo estreito na segunda-feira, o maior contingente desde o início do conflito. No sábado, o MSC Qingdao concluiu passagem próxima à costa de Omã, mantendo transponder ativo conforme indicativo de menor temor de ataques.
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