O embaixador do Irã junto à ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou que o país terá total autonomia sobre os ativos desbloqueados no âmbito do acordo com os EUA, rejeitando qualquer controle externo sobre esses recursos. A declaração ocorreu em Genebra, durante conversa com jornalistas.
Os Estados Unidos suspenderam, por 60 dias, as sanções sobre as vendas de petróleo iraniano, após a primeira rodada de negociações para um acordo definitivo. Estima-se que cerca de 12 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados sejam liberados conforme o memorando assinado recentemente.
Bahreini expôs que dois grupos de trabalho serão formados para tratar da remoção de sanções e das atividades nucleares do Irã. O diplomata ressaltou que parte dos ativos está depositada no Catar e que haverá arranjos técnicos entre Washington e Doha, sem influência de terceiros sobre decisões iranianas.
Novos mecanismos de desbloqueio e diálogo
Segundo o embaixador, o processo de alívio das sanções envolvendo a venda de petróleo e produtos químicos deve servir como teste para ampliar a cooperação em outros setores, com o Irã buscando a remoção total de restrições.
Ele destacou ainda que não permitirá qualquer influência externa sobre operações de importação de mercadorias, reafirmando que somente o Irã decidirá sobre o uso dos recursos descongelados.
Contexto regional: Líbano, Israel e a violência na região
Bahreini enfatizou a importância de encerrar confrontos no Líbano para facilitar o acordo com os EUA, em meio a ações de Israel contra militantes do Hezbollah. O Irã condiciona seu apoio à estabilidade regional e ao fim dos ataques.
No Sul do Líbano, um cessar-fogo tem sido observado, apesar de relatos de ataques que resultaram em mortes. A defesa libanesa atribuiu parte dos incidentes a ações israelenses, enquanto o Exército israelense informou ter neutralizado ameaças consideradas perigosas para seus soldados.
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