Uma fã brasileira de Jungkook, integrante do BTS, foi condenada pela Justiça da Coreia do Sul a um ano de prisão com pena suspensa por dois anos, sob acusação de perseguição obsessiva. Ela pode ser deportada do país após violar ordens de restrição.
Segundo documentos do tribunal, a perseguição começou em dezembro do ano passado. A brasileira visitou a residência de Jungkook em Seul cerca de 22 vezes em menos de dois meses, buscando contato com o cantor.
A acusação aponta que a fã rodeava a casa, arremessava objetos por cima do muro e deixava cartas e fotografias na fresta da porta, alegando agir “por amor” ao artista. A ação culminou em tocar a campainha do cantor 133 vezes seguidas.
Dias após o feito, a mulher foi presa em flagrante ao seguir um entregador de comida para o condomínio, tentando acessar o local por um portão lateral. Libertada no dia seguinte, recebeu uma advertência formal, mas desrespeitou novamente as ordens.
A polícia emitiu medida de emergência para manter distância mínima de 100 metros do imóvel, diante da insistência da suspeita. Em fevereiro, o caso foi encaminhado aos promotores para prosseguimento processual.
O juiz considerou atenuantes na sentença, destacando que o risco de reincidência imediata não é significativo. O histórico de perseguição contra integrantes do BTS reflete um problema recorrente envolvendo sasaengs, fãs com comportamentos obsessivos.
Jungkook já tinha usado as redes sociais para denunciar violações de privacidade e alertar sobre medidas legais contra invasões. A posição do artista reforça o endurecimento de autoridades sul-coreanas frente a casos de stalking envolvendo celebridades.
Apesar das ocorrências de segurança, o BTS mantém agenda internacional. A banda realiza a turnê mundial Arirang e tem shows confirmados no Brasil, incluindo São Paulo, com apresentações nos dias 28, 30 e 31 de outubro, no Estádio Morumbi.
A programação visa atender fãs locais e globais, mantendo a promessa de apresentações globais do grupo. A defesa da fã brasileira permanece sob análise, e o processo segue trâmite legal na Coreia do Sul.
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