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Irã afirma manter controle do Estreito de Ormuz após negociações com EUA

Após negociações com os EUA, o Irã afirma manter o controle do Estreito de Ormuz, com desbloqueio imediato de US$ 12 bilhões em ativos congelados

O negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf (à esquerda), com o ministro das Relações Internacionais iraniano, Abbas Araghchi, no avião que seguiu para a Suíça, em 20 de junho de 2026.
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O Irã concluiu na segunda-feira (22) a primeira rodada de discussões técnicas em Suíça sobre um acordo para encerrar a guerra com os EUA. Grupos de trabalho foram formados para tratar do programa nuclear, sanções e áreas de reconstrução e economia.

Teerã reiterou na terça-feira (23) que manterá o controle do Estreito de Ormuz. A organização do debate inclui temas como suspensão de sanções, comércio de petróleo e gestão da passagem pelo estreito estratégico.

Quatro grupos de trabalho foram criados para abordar: suspensão de sanções, programa nuclear, reconstrução e desenvolvimento econômico, além de um grupo de acompanhamento sobre o Líbano. JD Vance e Mohammad Bagher Ghalibaf lideraram as negociações.

A delegação americana anunciou a suspensão, por dois meses, de sanções sobre o petróleo iraniano. As negociações, que duraram 18 horas no complexo hoteleiro de Bürgenstock, devem seguir com etapas técnicas nos próximos dias.

Ghalibaf afirmou que o Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra e que a passagem continuará sob controle iraniano. O estreito movimenta cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.

No âmbito marítimo, houve sinal de recuperação: 36 navios transitaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, recorde desde o início do conflito, segundo a Kpler. Ao mesmo tempo, Teerã anunciou acordo para desbloquear US$ 12 bilhões em ativos congelados, em duas parcelas de US$ 6 bilhões.

O Departamento do Tesouro dos EUA informou que as transações com petróleo iraniano estão autorizadas até 21 de agosto. O governo americano afirmou que o desbloqueio não deve financiar terrorismo, segundo a autoridade.

Em Omã, a equipe de negociadores iranianos, liderada por Ghalibaf, seguiu para discutir a gestão do Estreito de Ormuz. Paquistão e Catar atuam como mediadores no ciclo de negociações, com prazo de 60 dias para um documento final.

Versões divergentes sobre a AIEA geraram controvérsia: o vice-presidente dos EUA disse que o Irã aceitou o retorno de inspetores, o que Teerã negou. Diplomatas iranianos afirmaram não haver reunião com o diretor-geral da AIEA nem plano de inspeções nos alvos atingidos.

No Líbano, um mecanismo de gestão de conflitos será criado para reduzir a escalada entre Israel e o Hezbollah. O tema entra como um segundo eixo das negociações com mediação paquistanesa e catariana, com novas rodadas em Washington.

A ajuda internacional aponta para um possível cessar-fogo no Líbano, enquanto Beirute e Tel Aviv conduzem novas conversas diretas. O balanço de vítimas e deslocados no Líbano segue elevado, com dezenas de milhares de pessoas impactadas pela violência.

Fontes: AFP e Reuters.

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