O Irã informou nesta terça-feira que apenas um número limitado de navios pode passar pelo Estreito de Ormuz a cada dia, com a quantidade variando conforme as condições na região. A confirmação veio pela agência Tasnim, ligada ao país, citando uma autoridade militar.
A notícia complica a reabertura do Estreito após o acordo de paz entre EUA e Irã na semana passada. O documento não previa limites diários, e o Irã não divulgou uma estimativa de embarcações permitidas.
Ao mesmo tempo, Washington e Teerã discutem quem controle a passagem após a guerra e possíveis cobranças por serviços no estreito. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que Ormuz estava aberto, enquanto Teerã sinaliza novas dificuldades.
Sites de monitoramento registraram o tráfego mais intenso de Ormuz desde o início do conflito, com pelo menos 35 navios observados na segunda-feira. Trump informou que 19 milhões de barris passaram pela passagem nesse mesmo dia, chamando o dado de recorde.
O governo americano não fez manifestação oficial sobre a fala iraniana até o momento desta reportagem. Trump afirmou ter mantido a abertura do estreito em troca de vistorias nucleares, segundo sua leitura do acordo recente.
Diálogo entre Irã e Omã sobre cobrança e gestão do Estreito
Em Mascate, Irã e Omã anunciaram a intenção de estudar uma administração conjunta de Ormuz e a possível cobrança de custos por serviços na passagem. A declaração reforçou a defesa de soberania sobre suas águas.
O anúncio foi feito após reunião entre Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, e Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador, com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq. O objetivo é chegar a um acordo por meio de um grupo de trabalho bilateral.
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