O plano de retirada de navios retidos no Golfo através do Estreito de Ormuz está em andamento, após acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. A medida visa permitir que centenas de navios, com cerca de 11 mil marinheiros, atravessem a passagem.
A Organização Marítima Internacional (OMI) informou que já começou a contatar as embarcações para iniciar a retirada, sem apresentar um cronograma. A entidade ressaltou que garantias de segurança foram obtidas e as condições para navegação segura foram verificadas.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, destacou que a operação será realizada em cooperação com Irã, Omã, outros países costeiros da região, os EUA e a indústria marítima. Três superpetroleiros retidos cruzaram o estreito nesta terça-feira, segundo dados de rastreamento.
Navios vazios de gás natural liquefeito ligados ao Catar também entraram na região, sinalizando possível retomada do transporte de gás do Golfo. Nesta terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o estreito pode permanecer aberto, com navios ainda posicionados caso seja necessário restabelecer o bloqueio.
Também nesta semana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, deve discutir o acordo preliminar com lideranças do Golfo em viagem aos Emirados, Kuwait e Bahrein. O tema central será a segurança de Ormuz e o fluxo de petróleo e gás pela rota.
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